Compositor: Não Disponível
O corpo jogado fora
O reviro de novo e sonho
Tantas estruturas construídas
Cuspindo sombras incansavelmente
O, corpo, jogado, fora
O, reviro, de novo, e, sonho
Ao lado de um livro
Um globo terrestre e um cinzeiro
Sonhos que queimam, sonhos que não queimam
Mentiras sem graça
Os papéis voam
O crepúsculo gira
O mundo em um sonho
Mas
Eu deveria ter jogado tudo fora
Até esse amor tão feio
Sinto minhas entranhas arrancando minha pele
Só o corvo entende
Jogue fora
Essa sujeira toda
Até essas dores deploráveis
Como as suas palavras, mais uma vez
Mais uma vez
As palavras que foram jogadas fora
Eu as repito até perderem sentido
Milhares de sons de alerta
Rindo atrás da porta
Estou suja demais para esses sonhos
Sonhos brilhantes demais para serem queimados
Ei, corpo que bloqueia os sonhos, será que pode fazer algo?
Quem é que vai dar um jeito nesses sonhos esquecidos?
Queria ter conseguido salvar tudo
Até essas cinzas distorcidas
Com essa valsa no meio da chuva
Dentro dos escombros
Mesmo que tudo vire cinzas, não importa
Por favor, não suma
Se um dia nos encontrarmos de novo, então, por favor
Eu deveria ter jogado tudo fora
Até esse amor tão feio
Sinto minhas entranhas arrancando minha pele
Só o corvo entende
Jogue fora todas essas lágrimas
Até esse desfecho tão feio
Como suas palavras, nunca mais
Nunca mais